O pesquisador do Laboratório de Comunicação e Saúde (Laces/Icict) da
Fiocruz, Igor Sacramento, foi ouvido pelo ‘The Washington Post’ em uma
matéria sobre a febre amarela no Brasil (Brazil battles yellow fever –
and a ‘dangerous’ anti-vaccination campaing). O pesquisador fala sobre
os boatos contra a vacina da febre amarela no país.
Em um momento tão crucial para a saúde da população, diversas
notícias falsas dificultam a adesão da população à vacinação. O site
“Boatos” listou as sete mentiras sobre a febre amarela “que sempre
enganam os menos informados”, tais como “Febre amarela é uma farsa
criada para vender vacinas” ou “Médico de Sorocaba diz que vacina
paralisa o fígado” ou “Própolis espanta o mosquito da febre amarela”,
são alguns exemplos que circulam nas mídias sociais, causando muita
confusão e fazendo com que algumas pessoas fiquem em dúvida se devem ou
não se vacinar.
No início de fevereiro, o site The Intercept veiculou a matéria
“Morte após vacina contra febre amarela intensifica fake news e teorias
da conspiração”, na qual aborda a questão das notícias falsas e o
seguinte lembrete da Friocruz: Antes de compartilhar uma informação que
possa causar pânico desnecessário e confundir, certifique-se que vem de
uma fonte oficial. Saúde Pública é coisa séria.
No meio de tanta incerteza, o site do Icict conversou com Sacramento sobre o uso das fake news e a pós-verdade na saúde e seus impactos na desinformação da população. Ele afirma que essa situação não
tem como se eliminada, pois, faz parte da dinâmica social
contemporânea, mas defende uma mudança: “do ponto de vista da
comunicação, uma disposição grande para o diálogo, para a empatia, para a
compreensão, mas também um processo de formação que permita que
profissionais de saúde conheçam a especialidade do imperativo
comunicacional de nosso tempo.” A entrevista realizada aborda o impacto,
os motivos e as estratégias para controlar a fake News nas redes
sociais. Confira entrevista na íntegra: Febre amarela: entre fake news e pós-verdades
Fonte: Fiocruz
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